Plataforma do Google entende 40 idiomas, entre eles o português brasileiro
A inteligência artificial tem ganhado cada vez mais terreno, inclusive no de criação de textos. Após o fenômeno do Chat GPT, da OpenAI, liberado no final do ano passado, agora é a vez do Bard (que pode ser acessado aqui), do Google, ficar disponível no Brasil. Com 40 idiomas – entre eles chinês, alemão, espanhol, árabe e português daqui -, a inteligência artificial generativa já foi liberada em 27 países da União Europeia. “Lançar o Bard nesses idiomas envolveu um trabalho enorme da empresa para entender as nuances de cada língua e os desafios locais”, afirmou o gerente Sênior de Marketing de Produto do Google, Leonardo Longo.
Entre as diferenças de ambas ferramentas está o fato de que o Bard faz sua pesquisa no Google – o que, alerta a Big Tech, pode ser passível de erros de informação -, enquanto o ChatGPT tem base de dados reunidos até 2021. Ele também transforma as respostas em links compartilháveis e, em breve, terá quatro opções para modificar as respostas de forma mais rápida, deixando os textos ao gosto do cliente: mais curto, longo, casual e profissional.
Para permitir a checagem da confiabilidade do conteúdo gerado pelo Bard, o sistema apresenta uma aba com sugestões de resultados do buscador do Google, que mostra tópicos similares. É possível também qualificar o conteúdo como positivo ou negativo, além de editar a resposta da ferramenta, o que será usado para aperfeiçoar o Bard.
As funcionalidades do chatbot destacadas são, além do compartilhamento, a possibilidade de guardar suas interações para facilitar o acesso e até perguntas relacionadas ao assunto, a leitura das respostas em voz alta e a interação com o Google Lens, ferramenta de reconhecimento de imagem.
Anunciado pelo Google em fevereiro deste ano, o concorrente do ChatGPT foi aberto para os primeiros usuários há três meses, somente no Reino Unido e nos Estados Unidos. Em maio, ele foi lançado em outros 180 países e territórios. O Brasil e a União Europeia, até então, tinham ficado de fora da expansão da inteligência artificial. Como está em caráter experimental, o Bard também não será monetizado.




