Embora haja crescimento das ferramenta, humanização dos processos ainda é essencial
É fato que a inteligência artificial e o ChatGPT estejam no dia a dia da maioria dos profissionais. Milhares de empresas utilizam a tecnologia para o desenvolvimento e a criação de projetos voltados às áreas de inovação, redação e marketing, por exemplo. Até por isso, em algumas situações, a ferramenta é vista como um concorrente direto dos trabalhadores remotos. Mas a humanização dos processos, no entanto, não é indispensável.
O cofundador e CCO da Crowd, plataforma que conecta empresas a uma rede com mais de 25 mil profissionais, Juan Zaragoza, reconhece que são tecnologias inovadoras, que fazem parte de um processo de revolução no mundo todo. “Sua utilização vem numa crescente diária, mas a humanização dos processos ainda é um fator essencial para o sucesso de um projeto e a execução de planejamentos. A tecnologia é uma aliada, mas tudo precisa ser feito por meio de muito estudo e estratégias, para que não seja generativo e repetitivo, sem identidade”, afirma.
O fato de ser uma ferramenta gratuita atrai as companhias, mas existem grandes chances de projetos gerados por ele não serem originais, ou se parecerem significativamente com outros produtos. Isso porque o ChatGPT é uma inteligência baseada em aprendizado, desenvolvida para entregar resultados a partir do que já existe. Não é, portanto, algo 100% confiável.
E, para ser esse filtro essencial para a idoneidade dos processos, o profissional remoto precisa acompanhar as mudanças do mercado de inovação e suas novas tendências, por meio de cursos, graduações e investimentos na capacitação profissional. O estudo Futuro do Trabalho, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial com o apoio da Fundação Dom Cabral, mostra que 23% das ocupações devem se modificar até 2027. “É necessário realizar essa constante atualização curricular por parte dos profissionais que desejam manter-se no mercado e receber boas propostas de contrato. Somente assim os freelancers podem continuar contribuindo com ideias inovadoras e se preparar para as novas necessidades dos negócios e as demandas de trabalho”, conclui Zaragoza.




